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Com a tecnologia ocupando cada vez mais espaço em nossas vidas, a discussão sobre o uso de diferentes eletrônicos na infância tem se tornado uma constante nas rodas de pais. E se por um lado o acesso desenfreado pode representar perigos e atrasos, por outro, ele pode se tonar um grande aliado do desenvolvimento e do aprendizado. Para te ajudar a encontrar o equilíbrio, o blog traz as dicas de como mediar essa relação para torná-la o mais saudável possível.

O tablet

Em 2017, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que afrouxa as orientações prévias sobre o uso de tablet – dizendo que ele pode sim estar presente após os 18 meses. Isso, no entanto, não significa usar de maneira desenfreada. “É possível torná-lo uma boa ferramenta de aprendizado quando o adulto está mediando essa relação. Podemos mostrar filminhos enquanto conversamos sobre eles, baixar livrinhos para que pai e filho leiam juntos e usar aplicativos bacanas de alfabetização e até matemática. É uma maneira de fazer seu filho se interessar e de ir trabalhando o auditivo, visual e motor, três habilidades que são muito importantes. Existem muitos recursos e apps bacanas”, explica a psicopedagoga Luciana Brites, fundadora do Instituto NeuroSaber.


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Internet

A internet pode te abrir portas para muito aprendizado e questões importantes do dia a dia, no entanto, ela também pode trazer ameaças como as conversas com desconhecidos e até conteúdos violentos ou sexuais. “É uma ótima ferramenta para trabalhos escolares e pesquisa, porque você pode acessar vários sites, aprender quais fontes são confiáveis e usar uma grande variedade de plataformas – do texto ao vídeo. O problema está em não mediar o que é visto pelas crianças, porque temos muitos sites que não são bacanas. É importante ter um controle da informação, estando sempre ciente do que o seu filho acessa e usar ferramentas de bloqueio do que não é apropriado”, indica. Quer saber mais sobre a segurança dos pequenos na web? Clique aqui.


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Videogame

O videogame também pode ser um recurso bem interessante para a diversão e o aprendizado – contanto que você consiga estipular limites e ter um controle do que será jogado. “Ele estimula muitas habilidades, entre elas a visual, a auditiva e até a motivação pessoal, o que é bem bacana. O que precisamos tomar cuidado é com a classificação de idade, que precisa ser respeitada, e também com o tempo. Prefira dar a possibilidade de uso de uma hora ou um pouquinho mais, e avisar quando faltar 15 minutos para esse tempo acabar, porque as crianças costumam se perder muito quando estão jogando e entrar num estágio de muita excitação – que quando é rompido abruptamente pode gerar uma grande carga de estresse desnecessário”, completa.

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Smartphone

É muito comum dar um smartphone para o seu filho para poder se comunicar com praticidade, no entanto, vale ter cuidado – afinal, ele está sempre na posse da criança e também permite o acesso à internet. “Precisamos explicar como deve ser o seu uso, além de colocar programas e aplicativos que te permitam detectar o que ela faz com o aparelho. Uma alternativa é deixar claro que o uso é para quando estiver fora, para atender ou telefonar para os pais, e não para brincar ou usar quando estiver em casa”, conta.

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De olho nos pontos de atenção

Como dito, é essencial estipular um limite de uso dos aparelhos eletrônicos e do que é feito com eles – e isso inclui também o horário do dia: “Hoje já temos estudos que mostram que a criança deve parar de usar eletrônicos pelo menos uma hora antes de ir para a cama para que não tenha o sono prejudicado. Então pense sempre nesse limite para que ela tenha tempo de desacelerar e se dedicar a outras atividades”.