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O blog já te contou como preparar o café perfeito utilizando diferentes métodos. Mas para ir além na degustação e realmente aproveitar o melhor dessa bebida que é paixão nacional, é preciso ficar atento à outro detalhe essencial: o tipo de grão escolhido. Para acertar na seleção, o especialista Sergio Miranda, do Coffee & Joy explica a diferença entre Tradicional, Superior, Especial e Gourmet.

“O primeiro passo para preparar um bom café é realmente escolher um grão de qualidade. Um mesmo café se comportará de maneira diferente em cada tipo de preparo, então nós sempre recomendamos que você escolha uma boa origem e se aventure preparando-o de formas diferentes. Como estamos falando apenas de dois ingredientes – a água e o grão – é preciso que ambos sejam de boa qualidade”, esclarece.


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Cafés Tradicional e Superior

O grão comum, o chamado café Tradicional e o tipo Extra Forte, é o mais comum, mas o menos recomendado se a ideia é realmente desfrutar da bebida. “Eles são cafés que utilizam uma matéria prima com muitos defeitos e são extremamente torrados. Por serem feitos com uma torra mais escura e ofensiva você vai sentir mais o amargor do que o sabor do fruto do café, sendo quase impossível beber sem açúcar”, aponta. Já o superior tem uma seleção um pouco melhor, mas que ainda apresenta um amargor acentuado.

Café Gourmet

De acordo com o especialista, o chamado Gourmet – bastante popular em cafeterias – já vem de uma seleção mais cuidadosa da matéria prima, o que torna o seu sabor agradável. “Ele apresenta um controle maior da torra, que não é tão escura quanto a dos tradicionais e superiores. Como ainda existem alguns defeitos nos grãos, nós vamos ter um certo amargor, mas mais ameno e com mais sabor do fruto”, completa.


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Café Especial

Quer ter a melhor experiência ao degustar o seu café? Então essa é a escolha correta: “Ele possui um grande rigor na seleção da matéria prima e a torra é executada com controle maior, buscando evidenciar as características naturais desse café. Existe todo um protocolo de avaliação sensorial, onde são analisados fragrância, aroma, sabor, finalização, acidez, corpo, equilíbrio, doçura, ausência de defeitos, uniformidade e resultado global. Para que o café seja considerado especial ele deve atingir um mínimo de 80 pontos, e então torrado da maneira correta”.