Ao equipar a cozinha é comum acabar em dúvida entre comprar um liquidificador, um mixer ou um processador de alimentos – afinal, à primeira vista, estes eletroportáteis podem parecer muito similares. No entanto, acredite, cada um tem uma função específica na culinária para aprimorar as suas receitas e deixar os preparos mais práticos. Quer escolher o equipamento certo para você? O blog ajuda.


Foto: Luna Vandoorne/Shutterstock

Liquidificador

“O liquidificador tem potência média e serve para triturar, liquidificar (deixando os líquidos homogêneos) e dar densidade no alimento dependendo da velocidade. Se colocar alta, a trituração vai ficar mais fina, e se estiver na baixa o resultado será mais rústico. É ideal para purês, sopas, molhos e sementes e grãos pequenos, assim como farofas. Massas líquidas, como panqueca, bolos mais densos, também vão funcionar, porque ele tira o ar dos alimentos – resultando em uma estrutura mais pesada”, explica o chef Alan Datorre, da Academia Gourmet.

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Aliás, é bom lembrar que o copo é um fator importante na hora de fazer a sua escolha. Apesar de ser mais caro e existir o risco de quebra, o de vidro tem vantagens como a facilidade de limpeza e a não absorção de cheiro dos alimentos. Já o de plástico apresenta boa durabilidade e custo, mas necessita de um cuidado maior na hora da limpeza para que não acabe com arranhões que podem ser ambientes perfeitos para a proliferação de bactérias.

Outro ponto de atenção, lembra o especialista, é a segurança. “Nunca coloque colheres dentro do liquidificador enquanto ele está funcionando, porque é muito perigoso. Se for usar para triturar alimentos, o correto é despejar aos poucos, desligar para trazer o que ficou nos cantos para o centro, e seguir até o ponto desejado – assim você tem o resultado que espera sem risco de se machucar ou estragar o aparelho”, completa.


Foto: j.chizhe/Shutterstock

Mixer

Entre o liquidificador e a batedeira, o mixer é uma opção leve, fácil de usar e de potência fraca à média – uma ótima pedida para quem mora sozinho ou cozinha pouco. “Ele é quase um liquidificador de mão, porque faz as mesmas funções, mas de maneira prática – direto no copo ou na panela – e em menores quantidades. Ele é útil principalmente para preparações rápidas e sem muito volume, ou mesmo para arrumar um molho que talhou ou melhorar a consistência de um purê durante o cozimento, um curinga mesmo”, aponta.  Para volumes muito grandes e aquelas tarefas que exijam potência alta, como triturar legumes que não foram previamente cozidos, o melhor é fazer uso do liquidificador ou processador.

Além de toda a praticidade na hora de usar, limpar também é bem simples: basta colocar para bater em um recipiente com água e detergente, e depois esfregar suavemente as lâminas.


Foto: Catalin Petolea/Shutterstock

Processador

Você tem uma família grande, ou o costume de receber amigos para o jantar? Então o processador é item quase que obrigatório, embora seja útil em qualquer cozinha: “Ele faz de tudo na cozinha, fatia, corta, processa, rala queijo, consegue moer carne para fazer um hambúrguer, tritura temperos de alho e cebola – transformando em pasta –  e tem poder para transformar qualquer alimento sólido em farinha. A hélice pega desde o eixo do motor até a parede do suporte, então ele gira muito rápido e não deixa nada grudado em volta como acontece com o liquidificador. Ele é rápido e prático, realmente fantástico para quem tem uma vida ativa na culinária”.

No entanto, vale lembrar que ele não é a melhor opção quando você tem pouca quantidade de alimentos, já que não será capaz de trabalhar corretamente. O aparelho também não funciona tão bem para massas ou misturas muito líquidas.