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As papinhas são uma introdução indispensável aos alimentos sólidos – e para quem quer fugir dos conservantes e apostar em uma alimentação mais rica e natural, fazer em casa pode ser muito prático! Saiba como preparar opções equilibradas e saudáveis para o seu bebê e como congelá-las da maneira correta para ter sempre à mão.

É importante saber que as papas devem ser apresentadas ao bebê após os seis meses, quando o aleitamento materno deixa de ser a fonte exclusiva de energia e nutrientes. O leite, no entanto, não deve sair completamente do cardápio. “Podemos apresentar as salgadas no almoço e no jantar, mantendo o leite materno em livre demanda no restante do dia. Já as de frutas podem substituir um ou outro lanchinho durante a tarde”, explica a nutricionista Andrea Marim.

papinha caseira
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Os ingredientes indispensáveis

Uma boa papinha tem que ser equilibrada do ponto de vista nutricional, incluindo os diversos grupos de alimentos. “Nós vamos precisar de uma fonte de carboidrato que forneça a consistência pastosa, como os diferentes tipos de batata, a mandioquinha, o inhame e a mandioca. Precisamos também de pelo menos um legume ou vegetal, como a beterraba, a abobrinha, a cenoura, a abóbora e o brócolis, que são opções mais adocicadas e dão uma boa palatabilidade para o bebê; e uma proteína, que pode ser o frango bem desfiado, a carne vermelha ou de peixe“, indica. Para preparar, é simples: basta cozinhar no vapor ou na água e depois processar ou liquidificar (incluindo as carnes) para que chegue à consistência certa. Já as de frutas, preparadas com opções como a maçã, a banana e a pera, não devem ser cozidas.

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Outro acréscimo interessante é o azeite de oliva, que fornece gorduras boas e ainda ajuda a dar um sabor especial. “Ele vai aumentar o índice calórico dessa papinha, e isso é interessante, porque as crianças costumam não comer muito nesse primeiro momento de introdução. Outro cuidado é evitar salgar para que elas experimentem o sabor dos próprios alimentos e se acostumem”, aponta.

Armazenando corretamente

Se a ideia é ter mais praticidade, você pode fazer grandes quantidades de diferentes tipos de papinhas de uma única vez e depois congelar o que o bebê não consumir na hora – uma maneira simples de ter uma refeição gostosa e saudável sempre disponível. “Elas podem ser congeladas por até seis meses, mas precisa ser feito da maneira correta. Assim que sair do fogo, já coloque nos potinhos de vidro com tampa (que devem ter o tamanho de uma refeição para deixar o descongelamento mais fácil) previamente higienizados e ponha em uma bacia com gelo para dar o choque térmico. Etiquete com a data de preparo e leve ao congelador”, ensina.

Ao descongelar, o ideal é que você não faça isso na hora de consumir, já que a textura pode ser alterada. “Se for oferecer no jantar, já leve a papinha do congelador para a geladeira para que ela possa descongelar aos poucos, o que vai preservar a consistência. Vale lembrar que a papinha não pode ser congelada novamente, e precisará ser consumida em até 24 horas”, alerta.


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Hora de comer!

Toda refeição deve ser supervisionada, mesmo que você escolha deixar que o bebê tenha o máximo de autonomia levando a colher à boca sozinho (um exercício que precisa da paciência e da ajuda dos pais). Outro cuidado essencial é respeitar os limites do seu pequeno para que ele aprenda a comer de acordo com suas necessidades. “Nunca force a criança a comer mais do que ela consegue – é preciso respeitar a vontade e complementar a alimentação com leite materno caso ela não queira comer todo o conteúdo da papinha naquele momento. Também é importante não desistir se o seu filho não gostar de algum alimento logo de cara, porque é comum que ele rejeite determinados ingredientes por não estar acostumado. Insista em outras refeições, lembre-se de que ele precisa de variedade para ter uma boa nutrição”.