Já aconteceu de você estar conversando sobre vinhos, ou até mesmo lendo um rótulo, e se deparar com alguma palavra completamente estranha? Ao iniciar neste universo, é comum isso acontecer.

Assim como em outros mundos, os enófilos e enólogos possuem vocabulário próprio, cheio de jargões que nem sempre são fáceis de entender. Para desmistificar essa linguagem e te deixar mais próximo, o blog traz alguns termos comuns e seus significados. Será que você já ouviu algumas dessas expressões? Confira!

Foto: Shutterstock/Dima Sikorsky

Ácido: é o vinho que estimula a salivação. Também mantém o equilíbrio dos níveis de açúcar e frescor na bebida e ajuda a limpar o palato na hora de harmonização. Quanto mais você saliva durante a degustação, maior é a acidez presente no vinho.

Adstringente: sensação de aspereza e secura detectada na boca, língua e paladar, produzido pelo alto conteúdo de taninos.

Agressivo: definição de vinhos desequilibrados, ou seja, tânicos, ácidos e/ou alcoólicos demais.

Amadeirado: de forma simples, o termo significa que o vinho teve passagem por barricas de carvalho, como o francês e o americano. Por isso, os rótulos amadeirados levam sabores e aromas marcantes – destaque para os sabores de tabaco, carvalho, baunilha e chocolate.

Amadurecimento: um termo muito comum neste universo. Em poucas palavras, é a união dos processos de maturação e envelhecimento da bebida em barricas e garrafas.

Amanteigado: geralmente acompanha rótulos de vinhos brancos que tiveram um processo de conversão malolática. Como o próprio nome sugere, designa bebidas com sabores amanteigados na boca – o maior exemplo de vinho amanteigado é o clássico Chardonnay.

Amargo: vinho com taninos agressivos. Costuma deixar um retrogosto na boca que não agrada.

Aroma: são as nuances percebidas pelo olfato na hora da degustação. Divididas em primário, com perfumes naturais da uva; secundário, provenientes da fermentação; e terciário, vindos ao longo do tempo, durante o amadurecimento.

Aveludado: usado para vinhos com textura suave e taninos amaciados e redondos, causando uma sensação leve e agradável no paladar.

Barrica: um pequeno barril usado para amadurecer os vinhos. No processo de produção, é muito comum o uso de barricas feitas com carvalho francês ou americano.

Blend: um termo em inglês, que significa a mistura de vários tipos de uvas na produção de um rótulo.

Borras: depósito de leveduras mortas a partir do processo de fermentação.Você já observou a presença de sedimentos no fundo da taça ao degustar um vinho? São justamente as borras, que dão ainda mais complexidade para o sabor da bebida.

Bouquet: conjunto de perfumes e aromas exalados pelo vinho.

Brut: é usado para denominar espumantes que contêm entre 8.1 e 15 gramas de açúcar por litro. Por isso, apresentam sabores menos adocicados e sensação de secura no paladar.

Cepa: o tipo de uva usada no processo de produção do vinho, um sinônimo para variedade e casta.

Champagne: são espumantes produzidos exclusivamente na região de Champagne, na França. Por isso, a regra é: todo Champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um Champagne.

Champenoise: método de produção de espumante, característico da região de Champagne. Também é conhecido como método tradicional. Nesse processo, a segunda fermentação do espumante ocorre dentro de uma garrafa, e não em grandes tanques selados.

Complexo: é um vinho difícil de avaliar, com muitas nuances de aromas e sabores. Normalmente, são “Reserva” ou “Gran Reserva”, com estágio em barricas de madeira e na própria garrafa antes da comercialização.

Conversão malolática: consiste na transformação dos ácidos málicos para ácidos láticos, diminuindo a acidez do vinho e conferindo aromas mais macios.

Corpo: sensação que o vinho deixa na boca conforme o peso que a bebida tem, que vai do mais leve ao mais encorpado. São 3 classificações nesse aspecto – pouco corpo, médio corpo e encorpado. Nos tintos, o pouco corpo é verificado quando a bebida tende a ser mais translúcida na taça. Já no encorpado, é impossível enxergar através dele.

Enólogo: profissional especializado, que estuda a arte de produção e conservação do vinho e, em geral, é responsável pela elaboração e busca da melhor expressão do terroir.

Espumante: tipo de vinho efervescente, que leva gás carbônico em sua produção.

Frisante: é vinho gaseificado. Assim como o espumante, essa bebida tem frescor e acidez marcantes, mas possui menos gás carbônico e não tem espuma.

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Harmonização: também conhecida como enogastronomia, é a ciência e arte que permite combinar vinhos e espumantes com pratos gastronômicos, de forma a ressaltar e equilibrar os sabores entre ambos.

Retrogosto: é o gosto que fica na boca após beber o vinho. Pode ser curto ou longo, agradável ou ruim.

Safra: ano em que foi realizada a colheita da uva utilizada na produção. É uma informação que geralmente está presente no rótulo da bebida.

Sommelier: profissional que elabora e cuida de cartas de vinhos. A função mais comum é assinar cartas de restaurantes e ajudar clientes a escolherem o rótulo ideal para harmonizar com o prato, garantindo a melhor experiência.

Suave: termo usado para vinhos que possuem mais de 25 gramas de açúcar por litro, resultando em uma bebida adocicada.

Tanino: componente encontrado na casca, nas sementes e no engaço de uvas tintas, como a Cabernet Sauvignon e a Tannat. No paladar, o tanino é responsável pela sensação de adstringência e secura na boca. Além disso, em conjunto com a acidez e os aromas frutados, ocasiona a longevidade ao vinho.

Terroir: fatores que caracterizam uma determinada região vinícola, como solo, clima, geografia e métodos aplicados pelo homem, que garantem a qualidade de um rótulo.