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Não há dúvidas de que o vinho está entre as bebidas mais apreciadas do mundo – seja para apreciar durante um bom jantar, ou apenas para relaxar ao final de um dia longo. E para você que está começando a se aventurar por esse mundo de sabores e aromas, o blog preparou um guia com tudo o que é preciso saber para dar os primeiros passos no assunto. 

Os tipos de vinho

É muito comum que as pessoas escolham os vinhos de acordo com as uvas presentes na garrafa, no entanto, isso não é o que faz mais diferença. “Muita gente acha que existem uvas melhores ou que são elas quem determinam o sabor, mas a verdade é que isso não é tão importante quanto a graduação alcóolica, a região e até a safra do vinho. A cabernet sauvignon, por exemplo, pode ir do vinho mais leve e açucarado ao mais encorpado e de guarda, muito marcante no paladar”, explica o sommelier Rodrigo Bertin, criador do projeto Vinho Mais.

Se as uvas entregam pouca informação sobre o que você deve encontrar na garrafa, os tipos de vinho trazem algo mais palpável e prático para fazer uma boa escolha. “Nós temos seco, demi-sec ou meio-seco, suave e licoroso, e a grande diferença é a quantidade de açúcar residual, que pode ser da própria uva ou adicionado. O vinho licoroso é o com maior presença, que nos permite sentir bem o dulçor na boca. Depois vem o suave, o demi-sec – que pode ir dos 8 gramas por litro, ou seja, quase imperceptível, até os 15 gramas por litro – e então o seco, que não aparece nada no paladar”, conta. 

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Vinho fino ou de mesa?

Você certamente já percebeu as nomenclaturas “vinho fino” e “vinho de mesa” nas garrafas, mas, afinal, o que isso significa? “O vinho de mesa é o vinho feito com uvas próprias para comer, as chamadas uvas americanas, que são mais resistentes à mudanças de temperatura e fáceis de cultivar. Com isso, eles lembram mais um suco de uva com álcool. Já o vinho fino é preparado com uvas viníferas, que são exclusivas para a produção de vinhos, mais difíceis de cultivar e que ganham novos aromas além da fruta após o processo de fermentação”, esclarece o especialista. 

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Quanto mais tempo, melhor?

Outro mito comum é de que quanto mais velho o vinho, mais especial e saboroso – uma ideia que você precisa abandonar. “Menos de 20% dos vinhos são feitos para serem guardados e as garrafas que encontramos à venda, em sua maioria, devem ser consumidas imediatamente porque não possuem estrutura de álcool, tanino e acidez o bastante para durarem anos. Por isso, o melhor é você ter um estoque pequeno e ir comprando conforme for consumir”, esclarece. 

Isso, é claro, não significa que nenhum vinho possa de fato ser guardado: “Nós temos alguns vinhos que são vinhos de guarda. Eles recebem todo um tratamento específico para essa finalidade, e por isso trazem graduações alcoólicas elevadas e também um custo financeiro maior. Em linhas gerais, vinhos tintos comuns devem ser consumidos em no máximo três anos, brancos e rosés em dois anos e frisantes em no máximo um ano da safra. Dessa forma, eles mantêm o perfil de sabor e aromas que deveriam ter”. 

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Temperatura, a chave da degustação

Se você está começando a degustar, saiba que a temperatura é a chave para desfrutar ao máximo do vinho. “Nós não devemos consumir muito quente, porque o álcool e a acidez ficam muito evidentes e desequilibram o vinho, e nem muito gelado, porque isso adormece as papilas e nós sentimos menos os aromas. O ideal é sempre respeitar a temperatura para cada tipo de vinho, no máximo um pouquinho além caso seja o seu gosto”, aponta. De maneira geral, espumantes devem ser servidos entre 4°C e 10°C, vinhos brancos entre 6°C e 12°C, tintos leves entre 12°C e 15°C e tintos encorpados entre 16°C e 18°C. De acordo com o especialista, você pode ajustar a adega para cerca de 18°C, e só colocar as garrafas que pedem uma temperatura mais baixa alguns minutos na geladeira antes de servir.

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Não se esqueça da taça

Pode parecer apenas um detalhe, mas, acredite, a taça certa faz toda a diferença na maneira como você percebe a bebida. “Cada vinho tem uma peculiaridade de aromas e de temperatura correta de serviço, e os formatos das taças mudam para atender essas características. As principais diferenças estão no tamanho do bojo, da boca e da haste, que vão influenciar diretamente na maneira como você percebe aquela bebida. É um detalhe importante e que realmente faz a diferença”, revela. Aqui você descobre mais sobre cada uma delas. 

Preço x qualidade

Você costuma achar que quanto mais caro, melhor o vinho? Então saiba que, na prática, não funciona assim: “Não necessariamente o melhor vinho é o mais caro, principalmente se você ainda está começando a provar e não tem muita certeza do que gosta. Eu costumo indicar se aventurar pelos vinhos de entrada, e ir subindo o investimento conforme for aprendendo o que realmente te agrada”.