Foto: Followtheflow/Shutterstock

Escolher móveis vai além da estética e da funcionalidade: para encontrar a melhor opção de acordo com a sua necessidade, também é preciso levar em conta os materiais e os cuidados com cada um. A designer industrial Vitória Procópio, da Veromobili, revela as particularidades das matérias-primas mais utilizadas. 

“Minha dica para acertar é que você sempre pesquise os materiais e quais cuidados serão necessários com eles, porque a manutenção vai fazer toda a diferença em quanto tempo ele durará e com qual aparência”, explica. 

Foto: Veromobili/Divulgação

Os compensados de madeira

Os compensados são hoje os mais utilizados para móveis de madeira, já que trazem um custo mais interessante e ainda permitem praticidade e leveza para transporte, além de serem considerados mais ecológicos. “As madeiras de lei e de demolição acabaram ficando de lado por conta do valor mais alto e da dificuldade quando você precisa se mudar ou alterar a decoração. Os compensados hoje não perdem em nada na beleza e na qualidade, e contam com uma grande variedade de acabamentos”, esclarece. 

MDP

“O MDP é muito usado para móveis e ele é mais leve que o MDF, outro material muito comum. É ideal para receber parafusos e ferragens por não ser tão poroso, o que faz com que ele seja a melhor escolha para caixarias de armário ou mobiliários retos. A durabilidade é ótima, a qualidade é a mesma do MDF, mas ele não é indicado com pintura”, conta a especialista. 

MDF

Bastante utilizado em móveis, o MDF é um pouco mais pesado, mas a escolha perfeita para objetos com design curvo ou circular, com formas bem orgânicas. “Nós usamos muito para portas de armário e gavetas, por exemplo, porque ele recebe muito bem a pintura e a laca. Respeitando os cuidados, é algo que pode durar a vida toda”, completa. 

Foto: goffkein.pro/Shutterstock

Os cuidados 

Tanto o MDF quanto o MDP pedem alguns cuidados para que durem mais tempo, como evitar produtos de limpeza multiuso e desengordurantes, ou detergentes coloridos que podem manchá-los. Para limpar, use um pano úmido para retirar a poeira e seque com pano macio e, em caso de manchas, sabão neutro. “A água não pode ser em excesso, porque as placas tendem a chupar essa água e estufar. O sol também deve ser indireto, porque todos os materiais sofrem alterações na cor”, indica. 

Foto: Elena Apanasenko/Shutterstock

Madeira maciça 

Menos utilizada, mas ainda assim possível de ser encontrada, a madeira maciça tem a seu favor a enorme durabilidade e a beleza da cor natural. “Hoje vemos menos, porque são móveis pesados e com um custo muito alto, já que você precisa de peças grandes. São sempre de madeiras reflorestadas, como pinus, cerejeira e eucalipto. No geral, é mais indicado comprar um móvel deste tipo quando ele agrega muito valor, inclusive sentimental, para colocar em um local de destaque na casa e sem a ideia de trocar em poucos anos”, aponta. Assim como acontece com o MDF e o MDP, a madeira maciça também puxa água e pode ser prejudicada por produtos de limpeza – sendo mais indicado a higienização com pano macio e seco para remover o pó e, para finalizar, o lustra móveis. 

Foto: Photographee.eu/Shutterstock

Os metais

Os metais também estão presentes em uma série de móveis, geralmente em pés, puxadores e detalhes que dão um acabamento industrial e moderno. “A ferralheria está muito vasta. Nós trabalhamos muito com as chapas e o metalon, em acabamentos que vão da pintura eletroestática, que não descasca, ao escovado, que confere um ar industrial. Por aceitarem dobras e cortes, as chapas são as escolhas certas quando queremos algo mais jovial e atual, combinado com a madeira”, revela. 

Diferente do que acontece com a madeira, os metais não sofrem alterações significativas com o sol, sendo ótimas pedidas para locais próximos à janela ou varandas. Para limpar, basta pano úmido com álcool ou sabão neutro e depois fazer a secagem por completo. 

Foto: Veromobili/Divulgação

Os tecidos 

Presentes em cadeiras, pufes, poltronas e sofás, os tecidos também precisam ser escolhidos com muito cuidado para atender diferentes necessidades. “O linho está entre as opções mais utilizadas para sofás e poltronas, seja totalmente algodão ou com poliéster misturado. É um tecido muito firme por ter a trama fechada, lavável e muito bonito, com um acabamento fosco e mais rústico ou natural. Só não costumamos indicar para casas com gatos, porque as unhas puxam facilmente as linhas”, adverte. 

Outros materiais famosos são o veludo e o suede, opções com um brilho todo especial e que, muitas vezes, são escolhidos para aqueles móveis que servem como destaque em um ambiente. “Ao contrário do que muitos acreditam, o veludo é um material bastante durável e resistente, mas demanda mais cuidados. Ambos absorvem mais sujeira que os demais tipos de tecido, então precisam de impermeabilização e um cuidado maior no dia a dia. Não são boas escolhas para quem tem crianças pequenas ou animais, porque a limpeza é muito complicada sem essa impermeabilização constante”. 

Quer algo com um visual elegante e mais moderno? Então o couro sintético é uma boa escolha: “Hoje nós utilizamos muito mais as versões sintéticas, porque são duráveis, ecologicamente corretas e com um custo menor. A principal diferença entre o ecológico e o natural não está na estética, e sim no preço e na durabilidade – já que o natural vai durar para sempre com menos necessidade de manutenção”.