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O verão chegou, e com ele a necessidade de reforçar um dos hábitos mais importantes para a saúde e a beleza da sua pele: a proteção solar. E para aproveitar ao máximo o período de férias e calor, é indispensável quebrar os mitos e investir nos cuidados certos. O blog revela os erros mais comuns!

Não é preciso usar protetor solar em dias nublados 

Foi aproveitar o mar ou piscina em um dia sem sol? Então saiba que você precisa usar o protetor solar de qualquer maneira! “É claro que os níveis de radiação solar são geralmente maiores quando não há presença de nuvens, que tendem a atenuar a quantidade de radiação na superfície terrestre. No entanto, mesmo com a presença de nuvens, os níveis de radiação UV podem variar bastante. Por exemplo, enquanto nuvens escuras são capazes de impedir quase totalmente os fluxos de radiação, nuvens menos espessas e mais claras promovem apenas uma atenuação parcial. Existem situações específicas ainda, como a presença de nuvens cumulus ou cirrus, que podem intensificar a radiação solar, tornando os níveis superiores àqueles observados em dias de céu limpo. Devido a essa grande variabilidade, não é possível fornecer um parâmetro ou um percentual de atenuação da radiação UV pela nebulosidade”, explica o dermatologista Daniel Cassiano, Cofundador da clínica GRU Saúde.

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Posso passar o protetor solar quando já estiver na praia, rua ou piscina

Muita gente se esquece de passar o filtro solar antes de sair de casa, ou acredita que não faça diferença – no entanto, esse é outro mito que deve ser quebrado. “Estudos para determinação de FPS e PPD-UVA mostraram que é necessário um intervalo de, no mínimo, 15 minutos entre a aplicação do produto e o início da exposição para que a fotoproteção seja eficaz. Mas já existem protetores solares que demonstram sua efetividade logo após a aplicação, sem que seja necessário o intervalo de 15 minutos. Por isso, o ideal é pedir uma recomendação do dermatologista sobre a melhor maneira de utilizar cada produto”, conta. 

Filtro solar com cor não protege tanto quanto o tradicional

Gosta de combinar a eficiência do protetor solar com a uniformização da pele da base? Então pode comemorar: ela é até mais eficiente. “A tonalidade do filtro solar é proporcionada pela presença de óxido de ferro na composição, substância capaz de absorver a radiação visível do sol. Hoje, sabemos que a luz visível tem uma participação importante no processo de pigmentação da pele, favorecendo o desencadeamento de dermatoses pigmentárias, como melasma e hipercromia pós-inflamatória”, aponta. 

Mas não confunda: maquiagem com fator de proteção não é o mesmo que filtro solar com cor. “Geralmente, o FPS das maquiagens é muito baixo, sendo insuficiente para proteger a pele. Então, para quem usa maquiagem, o ideal é optar por um protetor solar com cor de alta cobertura, que, além de ser eficaz na proteção, também atua como base”, completa. 

Apenas a pele clara precisa de filtros solares altos

Acredite, todos as peles precisam de uma proteção solar eficiente, o que vai mudar é apenas a textura e o fator de proteção: “A diferença é que, dependendo do tom da pele, a proteção precisa ser maior ou menor, mas sempre deve existir. No geral, pessoas de fototipo 1 (Pele clara + sardas) ou Fototipo 2 (Pele clara + cabelo loiro) precisam de uma megaproteção (FPS 50+). No caso de fototipo 3 (Pele clara + cabelos castanhos) ou fototipo 4 (Pele morena + cabelos castanhos), é indicada uma superproteção (FPS 30 ou 50). Por fim, fototipo 5 (Pele morena mais escura) ou Fototipo 6 (Pele negra) precisam de uma proteção eficiente (FPS 30)”.