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Seja para degustar nos momentos de descanso, dividir com os amigos ou acompanhar aquele jantar especial, o vinho é uma daquelas bebidas que são sempre bem-vindas! No entanto, nem sempre é fácil fazer uma boa escolha quando não se sabe o que buscar. Para te ajudar, o sommelier Rodrigo Bertin, criador do projeto Vinho Mais, dá as dicas do que você precisa levar em conta na hora da compra. 

Ocasião 

Você vai abrir o vinho para acompanhar uma refeição específica ou vai degustá-lo durante um dia quente de verão? Acredite, saber quando uma garrafa será aberta pode fazer toda a diferença. “O clima conta muito, porque o vinho, principalmente o tinto, traz a sensação de calor para o corpo, especialmente por conta da graduação alcóolica. Se é um dia de calor e mais relaxado é melhor ter um branco, que é consumido mais gelado e traz essa refrescância. Se for consumir durante o jantar, vale pesquisar e trazer um vinho que harmonize bem com o prato principal”, explica. 

Safra

Olhar a safra pode ser um indicador muito importante, mas não pelo motivo que a maioria das pessoas acredita. “Existe um mito de achar que quanto mais velho, melhor, mas isso não é verde. Apenas 5% dos vinhos produzidos são para guarda, e eles não são fáceis de encontrar. Quanto mais antiga a safra, maior o risco de que o seu vinho esteja em declínio e perdendo um pouco das suas propriedades essenciais, como aroma elegante e acidez. De maneira geral, os que menos aguentam tempo de garrafa são os espumantes, que devem ser consumidos com até um ano e meio, os rosés, com máximo de dois anos, e os brancos, com cerca de três anos. Tintos suportam um máximo de cinco anos”, revela.

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Graduação alcoólica 

Depois da safra, é importante ficar de olho em outro detalhe que muitas vezes passa despercebido: a graduação alcoólica do seu vinho. “As pessoas não reparam muito, mas o alcool é um conservante natural e pode fazer a diferença. Se ela é baixa, até 11,5 ou 12, o vinho é realmente para consumo imediato e quanto mais jovem melhor. Se for acima de 13, pode ser um pouco mais antigo”, conta.

Condições da garrafa

Também é essencial que você preste atenção nas condições da garrafa. A rolha deve estar sempre rente ao bico, sem um espaço muito grande entre ela e o líquido e com todos os lacres em ordem. “No caso dos brancos e rosés você também consegue enxergar a cor do vinho, então vale ficar de olho. O branco quanto mais claro for, mais jovem e fresco ele está. Também é importante observar como ele está guardado, porque um vinho de rolha engarrafado há mais de três anos deve estar deitado, nunca em pé, e um de rosca não deveria ficar tanto tempo parado por ser de consumo imediato”, esclarece. 

Variedade da uva x país

Escolher os vinhos pelas uvas que melhor representam cada país também é uma boa estratégia para não errar, já que cada região confere ao vinho características únicas. “Alguns países desenvolveram uma qualidade relacionada a determinados tipos de uva e elas passaram a ser consideradas ícones, caso da a Tannat no Uruguai e da Carménère ou Cabernet no Chile”, aponta. Outras boas escolhas são:

Cabernet Sauvignon no Chile
Malbec na Argentina
Merlot no Brasil
Pinotage na África do Sul
Riesling na Alemanha
Sangiovese na Itália
Sauvignon Blanc na Nova Zelândia
Shiraz na Austrália
Tempranillo na Espanha
Touriga Nacional em Portugal

Provou um vinho de determinada uva e não gostou? Calma, às vezes basta mudar o país e região para mudar essa percepção: “Uma mesma uva produzida em países diferentes será muito diferente em sabor, cor e aromas. É bacana fazer a prova de duas uvas produzidas em locais diferentes para entender qual estilo você gosta mais e não se limitar. Dê outra chance e evite anular uma uva antes de testar o seu paladar”.